Para fisioterapeutas
Quanto cobrar pelo atendimento de fisioterapia no início da carreira?
Não existe um número certo para todo mundo. O valor precisa cobrir os custos do seu atendimento, remunerar o seu tempo e o conhecimento que você construiu e fazer sentido na realidade de onde você trabalha. Comece pela conta dos custos, compare com o mercado local e revise o preço conforme ganhar experiência.
Bruno TavaresPublicado em 3 min de leituraRevisão técnica pendente: conteúdo em revisão pela equipe BioMoov antes da publicação.
Por que agenda cheia não significa que a conta fecha?
Você saiu da faculdade sabendo atender, mas talvez não sabendo quanto cobrar. É uma dúvida que aparece muito entre os alunos. Um valor baixo pode até encher a agenda, mas, se ele não cobre os custos e o seu tempo, você trabalha mais para ganhar menos.
Um preço de entrada precisa, ao mesmo tempo, ajudar você a entrar no mercado e sustentar o seu trabalho.
Quais custos entram na conta?
- Fixos do mês: sala ou aluguel, anuidade do conselho, contador, internet, telefone, sistema de agenda.
- Por atendimento: materiais descartáveis, lençóis e higienização, deslocamento no caso de domicílio, taxas de cartão.
- Investimentos: cursos, equipamentos, macas e materiais que você precisa repor ou atualizar.
- Impostos sobre o que você recebe.
Como calcular um valor mínimo?
Uma forma simples de chegar ao piso do seu atendimento:
Valor mínimo = (custos fixos do mês + quanto você precisa receber no mês) ÷ atendimentos realistas por mês + custo variável por atendimento, e sobre o total os impostos e taxas.
Use um número realista de atendimentos, não o máximo que caberia na agenda. Faltas, horários vagos e o tempo de deslocamento entram aqui. Esse valor é o mínimo para a conta fechar, não necessariamente o preço que você vai cobrar.
E o mercado da sua cidade?
Depois de saber o seu piso, olhe para fora: quanto cobram serviços parecidos na sua região, para o mesmo público. Consulte também os referenciais de valores publicados pelo COFFITO e pelo seu CREFITO (verificar a edição vigente).
Se o seu piso fica acima do que a região pratica, revise custos e o número de atendimentos antes de baixar o valor.
Atendimento domiciliar custa diferente?
Sim. No domicílio, o tempo de deslocamento e o custo de transporte entram na conta de cada atendimento. Considere separar um valor para a clínica e outro para o domicílio, ou definir uma área de atendimento.
Quando revisar o preço?
O preço pode e deve ser revisto conforme você ganha experiência, faz novas formações e o seu trabalho cresce. Uma boa prática é revisar a conta pelo menos uma vez por ano, ou quando os seus custos mudarem.
Em resumo
- Existe valor certo?
- Não. Depende dos seus custos, do seu tempo e do mercado local.
- Primeiro passo
- Calcular o piso: custos + remuneração ÷ atendimentos realistas.
- Depois
- Comparar com a região e com os referenciais do conselho.
- Revisão
- Conforme ganha experiência, faz formações e os custos mudam.

Bruno Tavares
Fisioterapeuta · Mestre em Promoção da SaúdeFisioterapeuta, massoterapeuta e professor. Especialista em dor e movimento e criador do Método BioMoov.
CREFITO a confirmarSobre este conteúdo
Este artigo reflete a prática clínica da equipe BioMoov e não substitui uma avaliação individual.
