Pular para o conteúdo
Fisioterapia, Pilates e formação em terapia manual · Maringá-PR
BioMoov

Para pacientes

Liberação miofascial precisa doer?

Não. A liberação miofascial não precisa doer para funcionar. A técnica é escolhida pela resposta do seu corpo e do seu sistema nervoso, não pelo quanto de dor você consegue suportar. Um desconforto leve pode acontecer, mas dor forte não é sinal de tratamento melhor.

Milena AranhaPublicado em 2 min de leitura

Revisão técnica pendente: conteúdo em revisão pela equipe BioMoov antes da publicação.

Neste artigo · 7 tópicos
  1. O que é liberação miofascial?
  2. De onde vem a ideia de que precisa doer?
  3. Por que tratar sem dor faz sentido?
  4. Como é uma sessão?
  5. O que posso sentir depois?
  6. Em resumo
  7. Quando procurar um fisioterapeuta

O que é liberação miofascial?

Liberação miofascial é um conjunto de técnicas manuais, e às vezes com instrumentos, aplicadas sobre os músculos e a fáscia, o tecido que envolve e conecta os músculos. O objetivo é reduzir a tensão, aliviar a dor e ajudar você a se movimentar melhor.

Mãos de fisioterapeuta fazendo liberação miofascial no ombro de um paciente
Liberação miofascial manual na região do ombro.

De onde vem a ideia de que precisa doer?

“Pode apertar, eu aguento.” “Se precisar doer, pode fazer.” A gente escuta isso de muitos pacientes novos. Existe uma ideia comum de que, quanto mais forte a pressão, melhor o resultado.

Só que intensidade não é a mesma coisa que eficácia. A pergunta certa não é quanto você aguenta, e sim o que o seu corpo precisa naquele momento.

Por que tratar sem dor faz sentido?

Quando a dor é intensa, o corpo tende a se proteger: os músculos contraem, a respiração fica presa, a região “trava”. É o contrário do que a gente busca numa sessão.

Por isso, o tratamento respeita a resposta do seu sistema nervoso. A pressão, o ritmo e a técnica são ajustados com você, e você pode pedir para mudar a qualquer momento.

Como é uma sessão?

Tudo começa pela avaliação: onde dói, desde quando, o que piora e o que melhora, e como você se movimenta. A partir disso, a liberação entra no plano junto com o que fizer sentido para o seu caso, como exercícios, Pilates ou outras técnicas manuais.

No fim da sessão, o que mais ouvimos é: “Eu achei que ia doer muito mais.”

O que posso sentir depois?

É comum relatar uma sensação de leveza ou uma sensibilidade leve na região, que passa em pouco tempo. Dor forte ou que dura vários dias não é o esperado: conte para o seu fisioterapeuta na sessão seguinte, para que o plano seja ajustado.

Em resumo

Precisa doer?
Não. Dor forte não é sinal de tratamento melhor.
Quem define a pressão
A resposta do seu corpo, ajustada com você durante a sessão.
Depois da sessão
Leveza ou sensibilidade leve são comuns; dor forte não é esperada.
Por onde começa
Pela avaliação.

Quando procurar um fisioterapeuta?

Procure um fisioterapeuta quando a dor ou o desconforto durar mais de algumas semanas, voltar com frequência ou começar a limitar o que você faz no dia a dia, como trabalhar, treinar ou dormir.

Procure um médico com urgência se a dor vier com algum destes sinais:

  • perda de força na perna ou no braço, que piora com o tempo;
  • dormência na região íntima ou alteração no controle da urina ou das fezes;
  • dor depois de queda ou acidente;
  • febre, perda de peso sem explicação ou histórico de câncer;
  • dor forte que não alivia em nenhuma posição, nem em repouso.
Retrato de Milena Aranha sorrindo, de blazer claro
Escrito por

Milena Aranha

Fisioterapeuta · Mestre em Promoção da Saúde

Doutoranda em Promoção da Saúde pela Unicesumar e pesquisadora visitante na Universidad de Salamanca (Espanha). Criadora do Método Milena Aranha.

CREFITO-8/293862-F

Sobre este conteúdo

Este artigo reflete a prática clínica da equipe BioMoov e não substitui uma avaliação individual.

Adiando o tratamento porque imagina que vai doer?

A sua experiência pode ser bem diferente do que você espera. Comece pela avaliação.